Quixotes


Qual a loucura maior, enxergar gigantes em moinhos de vento ou usar armaduras e máscaras que ocultem as individualidades?

Ilustração QuixotesDois artistas populares se preparando para entrar em cena, surgem de repente, e são surpreendidos pela presença do público, apresentam o conflito da peça que é o desejo e as dificuldades de contar a história. Inicia-se o espetáculo com um tom carnavalesco e de festas populares, apresentando um prólogo musicado na forma de samba enredo.

A dupla dá início ao espetáculo com uma narrativa épica e a encenação se desenvolve mesclando os gêneros cômico, lírico e dramático, mistura que consideramos o dado de genialidade da obra original e na qual nos apoiamos para a criação da peça.

Os personagens: “artistas populares” demonstram a proximidade da história que está sendo contada, com a vida dos espectadores, por meio da forma narrativa e interpretação dos personagens Dom Quixote, Sancho Pança e Duncinéia, fazendo intencionalmente uma aproximação com as suas próprias vidas e conflitos pessoais.

Na difícil tarefa de seleção de trechos da obra original levamos em consideração os episódios que nos possibilitaram a exploração dos valores humanitários contidos no original e nas relações de amizade e cumplicidade objetivando criação de identidade com os nosso dias.

Ficha Técnica

Direção: Mário Bolognesi
Dramaturgia: Andréia de Almeida e Carlos Lotto
Preparação Corporal: Beto Teixeira
Preparação Vocal: Juçara Marçal
Trilha Sonora: Maurício Mass
Elenco: Andréia de Almeida e Lucciano Draetta
Figurinos: Renata Pinotti
Iluminação: Eduardo Reis
Produção: Ricardo Lemes