Circo Exposição com história, iconografia, oficinas e espetáculos
O projeto Palhaços de Todos os Tempos dedica-se à criação de um panorama artístico e histórico da inestimável contribuição que os palhaços e os circos deram para a cultura brasileira. A maior parte da população brasileira, ao longo da história, não teve acesso às salas de teatro, concertos, óperas, cinemas etc, no entanto freqüentou assiduamente espetáculos de circo, em lonas humildes ou “glamurosas”, que circulavam por todo o Brasil.
Considerando as transformações do circo, do espectador e da cultura brasileira, ao longo do século XX e XXI, apresentamos uma proposta de manutenção da memória e valorização das principais personalidades que contribuíram para a construção da história do circo brasileiro.
Objetivo
O projeto “Palhaços de Todos os Tempos” visa trazer à tona a importância do palhaço e das comunidades circenses na construção histórica das manifestações artísticas do século XX, bem como, reproduzir o fluxo de pequenos agrupamentos artísticos e equipamentos como os “Panos de Roda”. A exposição pretende levar ao conhecimento do público um panorama da história dos palhaços, por meio do aprofundamento da pesquisa histórica e iconográfica do mundo circense e exibição de imagens e biografia das principais personalidades que contribuíram para a construção da identidade dos palhaços e do circo no Brasil.
Por meio da exposição de “banners”, nos quais figuram os principais palhaços que marcaram a história circo brasileiro, temos o objetivo de manter a memória desses artistas e evidenciar a importância das matrizes cômicas brasileiras, eternizando personagens como: Benjamin de Oliveira, Arrelia (Waldemar Seyssel), Carequinha (George Savala Gomes), Piolin (Abelardo Pinto), Chic-Chic (Otelo Queirolo), Herrys (Julian Queirolo), Fuzarca (Albano Pereira), Chincharão (José Carlos Queirolo), Torresmo (Brasil José Carlos Queirolo), Pururuca (Brasil João Carlos Queirolo), Figurinha (Nelson Garcia), Picolino (Roger Avanzi), Figurinha (Benedito Sbano), Chico Biruta (Marco Antonio Eugenio Martini), Tonheta (Antonio Nóbrega), Kuxixo (Hudson Rocha Camargo), Xupetim (José Oscar Espinosa), Xuxu (Luis Carlos Vasconcelos) e Tililingo (Hugo Possollo).
Ficha Técnica do Circo-Exposição
Pesquisa, Entrevistas e Organização – Lucciano Draetta
Orientação – Mário Fernando Bolognesi
Criação Gráfica – Ricardo Lemes
Cenotécnia –Renata Termignoni e Márcio Ichedê
Produção – Circo Navegador
Técnico de Montagem – bola da vez
Formato
A exposição, a um só tempo faz a função histórico-educacional de manutenção da memória circense e também pode abrigar apresentações de espetáculos, oficinas, monitoria entre outras atividades. Pode ser montada em duas versões:
Formato ARENA: Como um circo sem cobertura conhecido popularmente como: “Tomara Que Não Chova” ou “Panos de Roda”, com 20 “banners” de 2 x 2 metros apoiados em estrutura metálica formando uma arena de 17 metros de diâmetro com arquibancadas (opcional) para 125 pessoas. Esse formato permite a realização de espetáculo, oficinas etc. Essa estrutura tem a portabilidade necessária para ser montada em praças, ruas, quadras, áreas de convivência etc; podendo ser levada a bairros periféricos, comunidades isoladas, enfim, pode ser uma ferramenta de descentralização dos equipamentos culturais e meios de distribuição artísticos.
Formato LINEAR: Aproveitando as instalações existentes no local de montagem, distribuindo 18 “banners” de 2 x 2 metros em paredes de saguão de teatros, áreas de convivência, foyer etc.
Os “banners”, montados em ordem cronológica de acordo com a data de nascimento dos artistas, apresentam: fotos dos palhaços em tamanho natural, nome artístico, nome civil, data de nascimento, data de morte e uma breve biografia. O material utilizado para a confecção dos “banners” é lona perfurada, que não faz resistência ao vento, permite a percepção do ambiente e tem uma grande riqueza de cores e detalhes.
Histórico da Exposição
Este projeto foi premiado pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, causando visível impacto nas quatro regiões e centro da capital paulista, em vinte intervenções públicas que atraíram mais de 10.000 pessoas em torno de espetáculos e da exposição “Palhaços de Todos os Tempos”. O projeto também foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Estimulo ao Circo e atraiu a atenção de mais de 8.500 pessoas nas cidades de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba. A exposição circulou ainda por festivais, eventos e espaços culturais, de serviço e comerciais:
- Espaço Cultural da CPTM – estação Brás (trem/metrô) – São Paulo – SP;
- Festival Janeiro Brasileiro da Comédia – São José do Rio Preto – SP;
- Sesc Bauru – SP;
- Sesc São Carlos – SP;
- Sesc Bertioga – SP;
- Projeto Quebrada Cultural – Secretaria Municipal de Cultura – SP;
- LitoralPlaza Shopping – Praia Grande – SP.























